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por A Mona Lisa tinha Gases, em 22.07.09

40 milhões de euros por dia, é o ritmo a que cresce o défice do Estado Português, noticia hoje o Correio da Manhã.

Por este andar, se a crise dura muito mais tempo, o Estado declara insolvência.

Com toda a gente a estender a mão um pouco por todo o lado, eu não gostava de estar no lugar do nosso Primeiro-Ministro.

Raio de profissão mais lixada!

 

P.S.:Vou rebentar os últimos cartuchos em relação à casa. Things do not look good. O Millennium aprovou-nos o crédito, sem fiadores, mas só com 85% de financiamento. Tinham que avaliar a casa 23 mil euros acima... Esta semana vamos atacar a Caixa e a Caja Duero. Raios partam isto!

 

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publicado às 09:12

Gato em telhado de zinco quente

por A Mona Lisa tinha Gases, em 15.07.09

Tentem convencer um gato a descer de um telhado pelos seus próprios meios e o resultado pode ser alguns arranhões, nódoas negras, dores musculares e uma queda evitada recorrendo não sei bem a quê.

Believe my word, se isto vos acontecer, é mesmo melhor chamarem os bombeiros.

Ou o Joker, segundo parece...

 

 

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publicado às 09:11

Lobo em pele de cordeiro

por A Mona Lisa tinha Gases, em 25.06.09

Ao senhor que está frequentemente em frente ao edifício da Vodafone, no Parque nas Nações:

 

Eu não quero o jornal Avante!

Já uma vez me enganou, não caio outra. Muito engraçado, no meio dos distribuidores de flyers e quando temos aquilo na mão pede-nos o dinheiro! É como atravessar um campo minado e tentar adivinhar onde estão as minas anti-pessoais que nos vão rebentar com os membros inferiores.

Além do mais, segundo o jornal "i", eu sou de centro esquerda. E se o "i" diz, o "i" deve saber!

Daqui não leva nada!

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publicado às 09:13

Respirar fundo (mas não completamente)

por A Mona Lisa tinha Gases, em 20.06.09

Encontrei-a!

 

Encontrei a minha casa!!

 

Hoje andámos o dia todo nisso.

Às onze, a primeira. Not that great.

Meio-dia, a segunda. A sala mais bonita que eu já vi e alguma vez vou ver. Acho que era capaz de passar horas a olhar para aquela vista. Daquelas em que prendemos a respiração, sabem? A natureza tem dessas coisas. O resto da casa também era cool. Mas quando nos pediram 195 mil euros (T2) soltei uma daquelas gargalhadas abertas que ecoou por toda a divisão.

Meio-dia e meia, a terceira: Era muito engraçada, mas só um T1. Ficámos de voltar a contactar, se nos interessasse.

Duas e meia, a quarta. Não era nada má, estava dentro dos valores que queríamos, só não gostámos muito do terraço, mas até se engolia. Mas eis que o senhor Hugo da mediadora (um bacano, a sério) nos fala de outro imóvel, ainda mais barato e ainda mais perto.

Três e quinze, the one. Não estava nada à espera, toda a gente me diz que viu dezenas de casas. Ao todo, entre este fim de semana e o anterior, vimos seis. Esta tem um terraço de 80 m2. O gato Shaka e o cão Shiva vão ficar contentes. Uma lareira rústica, em mármore rosa, linda! Três armários, as divisões têm bons tamanhos, nada de claustrofóbico. Banheira de hidromassagem, que vai funcionar mais como elemento de decoração, que eu tomo duches. Mas é bonita na mesma!

Uma vista quase tão fantástica como a outra. Cozinha completamente equipada. Garagem. Um jardim relvado a dez metros.

Parece que vos estou a tentar vender a casa, não parece? Mas não. É minha!!!

Está reservada para mim! :)

Agora, vocês nem imaginam como foi esta semana que passou. Andava tão neurótica com isto das casas que mal dormia. E quando isso acontecia, até sonhava com um símbolo de m2 gigantesco que me andava a perseguir. Não estou a gozar.

Pensava que encontrá-la me ia acalmar.

Bem, por um lado, já não vou passar as horas entre chegar a casa e deitar nos sites das imobiliárias, já não há a pressão de encontrar a casa perfeita. Até porque, como vimos, acho que essa casa só existe na nossa imaginação. Há-de haver sempre algum problema, nem que seja o preço. O stress da procura acabou.

Mas por outro lado, há tanta coisa por definir, tanta coisa por resolver. Acho que só saberei se posso ficar mesmo com a casa lá para meados ou finais de Julho. É mais um mês de alguma incerteza.

Estou, claramente, num ponto de viragem da minha vida.

Agora é tudo tão assustador, tão cheio de cautelas, tão repleto de incertezas. Tudo pode correr muito bem, mas também tudo pode correr muito mal.

Provavelmente, daqui a uns anos vou olhar para trás e isto vai-me dar vontade de rir.

Neste momento, só me dá vontade de fumar que nem uma chaminé. E de bater com a cabeça na parede, ocasionalmente.

 

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publicado às 20:38

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por A Mona Lisa tinha Gases, em 15.06.09

Se calhar tenho que me desculpar.

Vir aqui fazer o mea culpa.

Este blog tem andado pelas ruas da amargura nas últimas duas ou três semanas.

Devo ter uns 50 comentários para responder.

A produção anda escassa e a qualidade do produto final também já viu melhores dias.

Não é que eu não tenha ideias, não estou bloqueada, mas ando com pouco tempo.

Mas já vejo uma luz ao fundo do túnel. Mais uma ou duas semanas e penso que as coisas poderão voltar ao normal.

É que ainda não estou pronta para desistir deste blog, estão a ver?

Ainda não!

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publicado às 09:20

Como descrever o meu estado de agitação interior?

Tive uma semana inteira de férias para acabar a parte teórica da tese e escrevi até agora... 925 palavras. Preciso de umas 15 000!

Cada vez que pego nos livros que deviam ser a minha fonte principal para a escrita dessas 15 000 palavras, parece que estou a ler russo. Leio cada parágrafo umas três vezes até conseguir extrair dali alguma coisa. O relógio avança, inexoravelmente, indiferente ao meu sofrimento.

Na segunda-feira recomeço a trabalhar.

Parece que há uma data de gente nova na empresa (pronto, são só dois) e passaram todos pelo meu computador.

Sinto-me estranhamente territorial.

Mudaram todas as secretárias para a sala ao lado, portanto também me sinto deslocada por antecipação.

O meu boy encontrou a casa quase ideal para nós a um preço irrisório e, ainda que eu fale disso sucessivamente, não sei se estou realmente preparada para assumir a responsabilidade de comprar uma casa. Quer dizer, ainda nem sequer comprei o carro! E esta casa não é a vivenda que eu queria remodelar, com o jardim que eu queria compor. É uma apartamento num prédio de r/c e 1º, sendo que o primeiro que está à venda também tem sótão, é nova, está toda equipada, tem aquelas merdices que supostamente são muito fixes hoje em dia, como a aspiração central e os estores eléctricos, custa 65 mil euros e é perto daqui. Mas não é exactamente o que eu queria, estão a ver?

E, de repente, tenho que tomar uma série de decisões que afectarão as próximas décadas da minha vida e tenho que acabar a tese para ontem e tenho medo!

Ninguém me avisou, nem os meus pais, nem os inúmeros professores, nem todas aquelas pessoas que ao longo da minha vida tiveram algum tipo de papel na minha educação, que ia ser tão difícil e tão assustador.

Ninguém me avisou que ser adulto sucks!

Dizem-me que estou a viver uma das melhores fases da minha vida, mas a única coisa que me apetece, é construir uma bolha transparente à volta da minha pessoa e ficar a viver nesse T0 até aos 40.

Estou demasiado stressada.

Parece que nada é descomplicado e eu precisava mesmo de ausência de drama.

E agora, reparo que este blog se transformou, momentaneamente, no caixote do lixo da minha mente estranha.

Desculpem lá qualquer coisinha. A vida contemporânea tem este efeito em mim.

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publicado às 22:22

Estou farta de não poder ser excêntrica

por A Mona Lisa tinha Gases, em 01.06.09

Se notarem menos actividade esta semana, é porque estou de férias e tenho só esta semana para acabar a tese.

Só ontem devo ter lido e sublinhado umas 300 páginas sobre metáforas e linguística cognitiva.

É tão mau, que quase me apetecia voltar ao trabalho!

Por cá, tem-se derretido. É fantástico como toda a gente se indigna quando digo que gosto mais de chuva do que de calor, mas depois anda tudo bitchy por causa das altas temperaturas.

A proximidade do Verão anda a deixar-me mole! E só pode andar a deixar toda a gente à minha volta doida! Estou farta de complicações, de dramas, de chatices.

Eu sou uma rapariga positiva, bem disposta, empática. E não estou a fazer nenhum favor a ninguém. É assim que eu sou.

Era tão bom se todos os outros pudessem ter um bocadinho disso!

Eu já só queria que não me chateassem mais a cabeça.

Que me deixassem em paz.

Apetece-me pegar no gajo e fugir para longe, durante um mês.

Ainda não me saiu o Euromilhões... 

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publicado às 07:36

Alguém tem por aí um Xanax, ou coisa do género?

por A Mona Lisa tinha Gases, em 22.05.09

Se eu acreditasse em Deus, achava que ele anda a testar a minha paciência.

Ontem, depois de um dia de trabalho particularmente intenso, apanho o rapazinho do hip-hop português sem headphones.

Passei a viagem toda a imaginar esmagar-lhe o crânio contra o vidro...

Acho que preciso de medicação, isto está a atingir proporções estranhas!

 

E ainda faltam 52 dias para o meu carro novo!

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publicado às 09:22

Preciso mesmo de férias...

por A Mona Lisa tinha Gases, em 13.04.09

Esta semana só me apetece espingardar...

 

Queria deixar uma mensagem para aqueles jovens adultos que continuam a achar que beber copos de sangria de penalty enquanto se canta "Se o X quer ser cá da malta..." é fixe.

 

It's not!

 

Devia escrever um livro de boas maneiras, à la Paula Bobone, mas sobre get wasted e não chatear toda a humanidade num raio de 2 quilómetros...

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publicado às 10:55

O monte das ventanias

por A Mona Lisa tinha Gases, em 05.03.09

Hoje apanhei um monumental cagaço.

Cinco da manhã e acordo um bocado desgovernada sem saber porquê. Dez segundos depois percebo: só ouvia coisas a bater em coisas, o vento a assobiar por aquela rua fora, como se fosse um autocarro numa longa recta, o cata-vento do meu vizinho, ou lá o que é aquela merda, a fazer uma barulheira descomunal.

O gato andava estranho, a tentar trepar os armários para chegar à comida. Não me entendam mal, ele faz isso todos os dias desde que entrou em dieta mas só costuma começar duas horas depois, lá para as sete e tal, quando toca o despertador.

Fiquei sentada na cama a olhar para ele e a pensar que raio de vida era aquela, em que uma pessoa passa a semana a correr de um lado para o outro, e nem à noite consegue dormir convenientemente, por causa da desregulação massiva dos elementos... Em que se tem que obrigar um gato (um gato!) a fazer dieta porque a vida dele é sedentária: passa os dias sozinho, a dormir, a comer e a arranjar planos para conseguir ainda mais comida. O meu gato tem um distúrbio alimentar! Qualquer dia vou dar com ele na casa de banho, com a patinha enfiada pela goela abaixo.

E enquanto pensava nestas coisas tremendamente animadoras, alguma coisa se espetou contra a porta da rua e cheguei à conclusão que era melhor dormir mais um bocado que amanhã (hoje) ia ser mais um shity day.

De manhã, lá dei com o objecto bem à porta de casa: um chapéu de chuva. Que sinceramente, não sei se era de alguém lá de casa ou se teria chegado ali a voar, vindo de qualquer das casas em redor. Logo de seguida, para acordar, a ventania empurrou-me contra um dos pilares! Obrigada, Natureza!

Durante a noite, nove aviões tiveram de ser desviados para os aeroportos de Faro e Porto, pois era impossível aterrar em Lisboa. Então, subitamente, fiquei grata por ter sido só um chapéu de chuva. A aproximação à pista é feita mesmo por cima da minha casa. I'm alive!!!

À hora do almoço, lá terei de andar a serpentear por Lisboa, para recolher uns livros na faculdade e voltar ainda a tempo de comer qualquer coisa. Não almoço convenientemente há três dias, porque todos os dias aparece qualquer coisa para resolver.

Estou cansada.

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publicado às 09:59



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