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...

por A Mona Lisa tinha Gases, em 30.09.10

A EDP rendeu-se às evidências!

Hoje lá me ligaram a dizer que eu não tinha que pagar taxa nenhuma, que se enganaram e desculparam-se.

E ainda bem. Estava convencida que se não o fizessem me rebentava um aneurisma!

Sinto-me como um Olhanense que acaba de ganhar ao Manchester com um golo no último minuto do prolongamento!

 

(Já viram, como metáforas desportivas e tudo!)

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publicado às 21:06

Lutas académicas

por A Mona Lisa tinha Gases, em 30.09.10

Parabéns ao cunhado que teve 20 na defesa da tese de doutoramento!

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publicado às 21:00

Cavalos de Tróia

por A Mona Lisa tinha Gases, em 26.09.10

Há coisas fantásticas que derivam do facto de termos vírus no computador.

A primeira fase é de desespero, claro. Pensamos imediatamente que o bastard vai obrigar-nos a formatar a máquina e, com ela, metade da nossa vida.

A segunda fase é a da descoberta. Pegamos no amigo Google e vamos à descoberta do bicho. Passamos várias horas em fóruns onde, provavelmente, nunca mais vamos meter os pés virtuais. Ficamos um pouco em pânico quando percebemos que o gajo é dos rijos. Mas isso só nos aumenta a convicção. Sacamos versões de teste de todos os anti-vírus recomendados nos fóruns, de ferramentas cuja única função é dar cabos dos vírus, trojans e mutações maradas. Incluindo o Norton que, no caso da minha velhinha máquina de secretária, abrandou tanto o sistema operativo que levei quase dois dias para o desinstalar.

A terceira fase é a da vitória. Não cabemos em nós de orgulhosos. Eu, que não percebo nada de informática, consegui dar cabo do maléfico só com a ajuda do Google. Hurray for me, master de tudo o que é circuito integrado!

A quarta fase é a da desilusão. A combinação de antibióticos (anti-vírus e afins) não resultou durante muito tempo. Os bichos voltam. O anti-vírus descobre mais de 7000 e só consegue acabar com 200. A minha vida acabou. Começo a fazer planos de contingência para toda a tralha que tenho no computador. Avizinha-se uma formatação. Não posso continuar assim, sem acentos, sem possibilidade de gerir a conta do banco, sem segurança informática. Mas o que é que eu faço às minhas coisas? Atrevo-me a passá-las para um disco externo sabendo que podem estar maculadas? O tempo passa, passa.

Finalmente, a quinta e última fase, a do conformismo. Ainda não tomámos a decisão, andamos há semanas a perguntar-nos onde andará o nosso original do Windows. Decidimos passar o anti-vírus, o mesmo, uma última vez. Vamos para a cama com um peso nos ombros.

No entanto, no dia seguinte, escrevemos um e-mail rápido e, UOU, temos acentos. Verificamos tudo com o anti-vírus e, UOU, a máquina está limpa.

Conformamo-nos com o facto de que não temos capacidade de controlar quando eles vêm e voltam e entregamos tudo a um poder superior.

Obrigada, NOD!

Portanto, como vêem, ter vírus no computador leva a uma experiência que, em última análise, nos deixa mais humildes.

Ou diminuídos, ainda não percebi.

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publicado às 19:44

E fez-se escuridao

por A Mona Lisa tinha Gases, em 15.09.10

Estou aqui que nem posso de indignação.

 E devo desde já fazer um aviso a navegação de que este post será escrito sem acentos. O meu computador tem um bicho qualquer doido que me faz isto aos acentos: p~~ao. Bonito, não e? Portanto, os que o corrector não apanhar, lamento.

 

Como eu dizia, a minha mãe diz que há coisas do diabo. Eu acho que há coisas da EDP.

No fim do mês passado cheguei a casa e não tinha luz. Achava que tinha que a pagar no fim de Setembro e afinal era em fim de Agosto. Esta cena de as facturas só virem de dois em dois meses confunde-me o sistema. Um mês e três dias depois do final do período de pagamento, os senhores decidem deixar-me as escuras.

Fui a caixa do correio e encontro uma folha A4 cortada ao meio a informar-me sobre a interrupção dos serviços. E eu, na minha inocência pensava que as pessoas recebiam avisos. Dentro de envelopes com selos.

Liguei para eles para saber onde podia pagar o valor em atraso. E já que estava de telefone ao ouvido aproveitei para perguntar se não enviavam avisos antes de arruinarem todo o conteúdo do congelador de uma pessoa. Garantiram-me que sim, que o aviso tinha sido enviado.

Para onde, e a pergunta que se impõe. Pois, a senhora que me atendeu descobriu que o aviso de corte tinha seguido para uma morada que já estava desactivada há 5 anos. Bonito.

Pergunto, uma vez que foram eles que fizeram merdum, se tenho que pagar a taxa de reactivação. A rapariga pergunta ao supervisor e garante-me que não, que só necessito de regularizar o valor do consumo em atraso. Enfio-me no carro a caminho de Alverca, onde ficava o agente EDP mais próximo. Perco-me em Alverca. Na rua, as pessoas dão-me indicações que me levam a becos sem saída. Finalmente encontro o agente, dez minutos antes da hora de fecho. A gaja que me atende no agente, uma papelaria, tinha menos uns quinze ou vinte centímetros do que eu, mas mesmo assim conseguiu olhar-me de cima. "Nao pagam a electricidade e o caraças. Pobres!" 

Saio da papelaria com os ouvidos a tinir. A rapariga ficou com a noção de que eu me estava a tentar esquivar a pagar a taxa de reactivação. "A responsabilidade e sua!", atira-me, como o mesmo nariz empinado. E nestas alturas que eu gostava de andar com um saco cheio de robalos frescos na mala.

Volto a ligar para a EDP. A rapariga que estava a resolver o problema tinha ido jantar. Asseguram-me que lhe passam o recado, que não me preocupe. Passa uma hora, duas. Toca o telefone. Grandes vidas, duas horas de jantar. Do outro lado a rapariga da EDP (a Ana) pergunta-me se eu não lhe voltei a ligar. Digo-lhe que sim, que me disseram que lhe passavam o recado. Resposta: "Ninguém me disse nada"... Fumo preto sai-me dos ouvidos...

Conto-lhe sobre a cena na papelaria. Ela responde-me que a mulher e uma ignorante ou entao nao percebeu a historia. Sorrio por dentro.

Vem uma equipa das avarias, de propósito, repor-me a electricidade. Os senhores dizem-me que o facto de estarem ali e uma admissão de culpa da EDP. Que tive muita sorte em apanhar alguém competente no call-center.

A carne nao chegou a descongelar. Fim de drama.   

 

Parte dois:

Hoje recebo a factura relativa a este mês. Não e que aquela gente me esta a cobrar a taxa de reactivação na factura? A tal que eu não tenho que pagar porque eles e que são incompetentes?!

Ligo para a mesma linha de atendimento. Explico toda a situação. Resposta do outro lado: terá de pagar a factura e enviar um fax com uma reclamação. Respiro bem fundo e continuo a trabalhar. Quando chego a casa decido ligar outra vez e chamar pela "minha" Ana. Raios partam, não esta a  trabalhar! Explico mais uma vez toda a situação. Fiz um esforço hercúleo para manter um tom de voz neutro, para não me passar.

O gajo diz-me que nao tem indicaçao que a Ana me disse para nao pagar a taxa.

Tentativa de não passanço: failed.

Começo a falar-lhe de admissão de culpa e de raciocínios lógicos e de imputabilidade e de padrões de serviço e coisas. Quando me irrito ao extremo não grito, fico com um discurso críptico. 

Mas lá resultou. O rapaz, que me apelidou de senhora dona umas cinquenta vezes, o que lhe conferira uma morte lenta e dolorosa, diz-me que me vai bloquear a factura para que a reclamação seja avaliada, porque e algo que não se pode resolver no próprio dia.

Breakthrough! Weeee! Victory at last!

E quanto tempo e que o processo demorara a ser concluído? "Ah, pode demorar ate uns vinte dias úteis."

COMO?! Ahhhhhhhhhh!

E assim, continua a odisseia. Esta vossa amiga esta a pensar voltar a iluminação a óleo e arranjar um gerador a lenha para ver tv.

Há coisas do diabo, mas as coisas da EDP são ainda mais estranhas e difíceis de resolver.

 

(Desculpem lá os acentos mas tinha mesmo que partilhar.)

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publicado às 20:15



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Ninguém percebe o Leonardo. A Mona Lisa nao estava a sorrir, estava com gases. É o primeiro registo de arte escatológica.

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