Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Que criativos que nós somos!

A Polícia Judiciária tem uma operação em curso que se chama "À coca do coco"...

Hum, quem é que será que inventa o nome das operações para eles? O Avô Cantigas?

Ou o elenco dos Marretas?

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publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 17:24
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Quem tem medo do Lobo Mau?

Nesta segunda-feira que passou quase todos os jornais noticiaram que o processo Maddie vai ser arquivado. Nesse mesmo dia, Gonçalo Amaral, ex-coordenador da PJ que estava encarregue do caso, deixa a instituição, magoado com a falta de apoio demonstrada por inúmeras altas patentes dentro e fora da PJ.

Voltemos atrás. Ainda toda a gente se lembra das declarações de Alípio Ribeiro, na altura director da Polícia Judiciária, que considerava precipitada a constituição dos McCann como arguidos. Toda a gente se lembra do achincalhamento, por parte dos jornais ingleses, da JP, em especial da figura de Gonçalo Amaral. Não houve uma palavra de quem quer que fosse a defender o bom nome do inspector ou da Judiciária. Durante umas boas semanas, foi um circo! Os ingleses traçavam-nos o perfil como bem entendiam, a pressão era imensa! E tudo isto termina com o arquivamento do processo e com a reforma de Amaral. Parece que desta vez perdemos. Fomos mesmo goleados...

Na última semana os ingleses voltaram a passar-nos no radar e vice-versa. Desta vez o responsável foi o mítico Vale e Azevedo. Aparentemente, a polícia foi buscá-lo a Sintra com um mandato de detenção mas o homem já não estava cá. Estava em Londres, onde mais? Num selecto bairro de Chelsea, a viver a vida à grande, numa casa avaliada em mais de 13 milhões de euros. Como seria de esperar, a resposta à notícia chegou a Portugal via satélite, porque se há coisa que Vale e Azevedo não é, é burro. E foi o chorrilho de queixinhas, que a polícia portuguesa é isto e aquilo, que foi humilhado e que não volta a Portugal pelo próprio pé. Resposta portuguesa? Mandato de captura internacional.

Em circunstâncias normais, digo eu, a coisa resolvia-se assim. Mas não. Estamos a falar dos ingleses e é das acções deles que o processo está pendente. Vale e Azevedo só volta a Portugal com a autorização dos nossos "aliados" históricos.

Repito, em circunstâncias normais, o homem já cá estava. Mas não está. Continuamos pacientemente à espera da decisão inglesa, como já antes esperámos pacientemente pelos resultados dos testes de ADN do laboratório inglês, relativos ao caso McCann.

Ou seja, estão sempre a empatar-nos estes "bifes" e nós temos uma paciência infindável. Se fosse por mim já estávamos à beira de uma crise diplomática, pá! Porque a diplomacia deve servir como forma de agilizar processos e não como forma de permitir que foragidos à justiça desfrutem de mais um joguinho de ténis e de mais um chá das cinco. Não estou aqui a fazer o juízo público sobre a eventual culpabilidade de Vale e Azevedo. Não conheço o processo para me pronunciar. Mas há aqui um ditado popular que serve como uma luva aos cambiantes destes dois processos: Quem tem cú tem medo. Pois, nós devemos ter um dos maiores rabos da Europa. Porque será que os ingleses nos intimidam tanto?


publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 01:23
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Bem mandado! Finalmente!

Agora é que foi: estalou o verniz, entornou-se o caldo e outras expressões feitas de que se lembrem!

O senhor Roger Knapman , eurodeputado britânico de extrema-direita veio, de certa forma, validar as declarações de um seu assistente que, em resposta escrita a uma cidadã britânica, disse que "o sistema judicial português tem um processo de interrogatório em que as pessoas são denunciadas como suspeitas sem qualquer prova" e ainda que "é importante ter em conta que Portugal não tem uma verdadeira história de direitos dos cidadãos, liberdades ou democracia". Mais acrescentou que  "durante muito tempo não houve democracia em Portugal" e que "o sistema judicial não mudou nos últimos 30 anos", havendo recorrentes histórias de corrupção no seio da PJ.

Face a tudo isto, Knapman veio desdramatizar a situação, dizendo que as citações foram retiradas do seu contexto pelos jornais ingleses mas desculpou o seu assistente ao dizer que o estatuto de suspeito do sistema judicial português significa ser "parcialmente culpado".

Coitado, tanto defeito numa só pessoa! É de extrema-direita, é burro que nem uma porta, ao ponto de não perceber o que significa ser "suspeito" e nem sequer sabe desculpar-se convenientemente. É que isso que está aí em cima, é uma parvoíce seja em que contexto for...

O incidente poderia ter ficado por aqui, por um parolo mandar umas bocas foleiras às nossas instituições policiais mas felizmente, para grande êxtase meu, não ficou! Estamos à beira de uma crise diplomática com os ingleses. Porquê? Porque os nossos eurodeputados não se ficaram.

E no meio disto, tenho um novo herói: Miguel Portas. Posso nem sempre estar de acordo com ele mas o homem esteve muito bem, hoje! Mas já lá vamos.

Edite Estrela, eurodeputada socialista apontou que as acusações vêm de "um partido que é contra a Europa e de um assessor que tem um passado duvidoso", aludindo ao afastamento do assessor de Knapman , devido a um escândalo de índole sexual, com uma jovem de 17 anos.

Já o social-democrata Carlos Coelho, lembrou que "A pessoa que vem falar em independência dos tribunais, fazendo acusações inqualificáveis, é a mesma que se recusa a aceitar a Carta de Direitos Fundamentais europeia".

Por fim, de volta a Portas. Temos uma relação de altos e baixos. Ainda que nem sempre concorde com o que diz, Portas, o Miguel, dá-me gosto de ouvir. Ao contrário do Louçã, que só me apetece espancar com um saco de laranjas.

Então o Miguel apelidou as acusações de "imbecis" e relembrou que a polícia inglesa não pode vir falar de amadorismos nem de incompetências , quando a Scotland Yard abateu a tiro um cidadão brasileiro porque achavam que ele era um terrorista, ah e tal, porque sim... TAU!!!

Miguel, curvo-me a teus pés! Que tiro certeiro! Mais rápido que a própria sombra, o primeiro político que poderia ser também um herói de banda desenhada. Lindo!

Mas esperem aí!  E se estivermos a perceber mal? Se for mais um exemplo do estranho humor britânico? Como o exemplo que se segue:

                           

Perceberam a piada? Pois, o problema é esse! Eu também não!

 

sinto-me:

publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 14:23
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Ninguém percebe o Leonardo. A Mona Lisa nao estava a sorrir, estava com gases. É o primeiro registo de arte escatológica.

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