Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Quem tem medo do Lobo Mau?

Nesta segunda-feira que passou quase todos os jornais noticiaram que o processo Maddie vai ser arquivado. Nesse mesmo dia, Gonçalo Amaral, ex-coordenador da PJ que estava encarregue do caso, deixa a instituição, magoado com a falta de apoio demonstrada por inúmeras altas patentes dentro e fora da PJ.

Voltemos atrás. Ainda toda a gente se lembra das declarações de Alípio Ribeiro, na altura director da Polícia Judiciária, que considerava precipitada a constituição dos McCann como arguidos. Toda a gente se lembra do achincalhamento, por parte dos jornais ingleses, da JP, em especial da figura de Gonçalo Amaral. Não houve uma palavra de quem quer que fosse a defender o bom nome do inspector ou da Judiciária. Durante umas boas semanas, foi um circo! Os ingleses traçavam-nos o perfil como bem entendiam, a pressão era imensa! E tudo isto termina com o arquivamento do processo e com a reforma de Amaral. Parece que desta vez perdemos. Fomos mesmo goleados...

Na última semana os ingleses voltaram a passar-nos no radar e vice-versa. Desta vez o responsável foi o mítico Vale e Azevedo. Aparentemente, a polícia foi buscá-lo a Sintra com um mandato de detenção mas o homem já não estava cá. Estava em Londres, onde mais? Num selecto bairro de Chelsea, a viver a vida à grande, numa casa avaliada em mais de 13 milhões de euros. Como seria de esperar, a resposta à notícia chegou a Portugal via satélite, porque se há coisa que Vale e Azevedo não é, é burro. E foi o chorrilho de queixinhas, que a polícia portuguesa é isto e aquilo, que foi humilhado e que não volta a Portugal pelo próprio pé. Resposta portuguesa? Mandato de captura internacional.

Em circunstâncias normais, digo eu, a coisa resolvia-se assim. Mas não. Estamos a falar dos ingleses e é das acções deles que o processo está pendente. Vale e Azevedo só volta a Portugal com a autorização dos nossos "aliados" históricos.

Repito, em circunstâncias normais, o homem já cá estava. Mas não está. Continuamos pacientemente à espera da decisão inglesa, como já antes esperámos pacientemente pelos resultados dos testes de ADN do laboratório inglês, relativos ao caso McCann.

Ou seja, estão sempre a empatar-nos estes "bifes" e nós temos uma paciência infindável. Se fosse por mim já estávamos à beira de uma crise diplomática, pá! Porque a diplomacia deve servir como forma de agilizar processos e não como forma de permitir que foragidos à justiça desfrutem de mais um joguinho de ténis e de mais um chá das cinco. Não estou aqui a fazer o juízo público sobre a eventual culpabilidade de Vale e Azevedo. Não conheço o processo para me pronunciar. Mas há aqui um ditado popular que serve como uma luva aos cambiantes destes dois processos: Quem tem cú tem medo. Pois, nós devemos ter um dos maiores rabos da Europa. Porque será que os ingleses nos intimidam tanto?


publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 01:23
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Boca foleira

Desenho do aspecto do suspeito

 

Eis o retrato-robô do possível suspeito do rapto de Madeleine McCann.

Agora, alguém me consegue explicar porque raio é que a criatura não tem lábio superior?

Ou será que o homem estava a arreganhar os dentes a alguém quando o viram?

Juro, se esta coisa existir, passo a acreditar em tudo o que me disserem! 

sinto-me:
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publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 21:55
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Bem mandado! Finalmente!

Agora é que foi: estalou o verniz, entornou-se o caldo e outras expressões feitas de que se lembrem!

O senhor Roger Knapman , eurodeputado britânico de extrema-direita veio, de certa forma, validar as declarações de um seu assistente que, em resposta escrita a uma cidadã britânica, disse que "o sistema judicial português tem um processo de interrogatório em que as pessoas são denunciadas como suspeitas sem qualquer prova" e ainda que "é importante ter em conta que Portugal não tem uma verdadeira história de direitos dos cidadãos, liberdades ou democracia". Mais acrescentou que  "durante muito tempo não houve democracia em Portugal" e que "o sistema judicial não mudou nos últimos 30 anos", havendo recorrentes histórias de corrupção no seio da PJ.

Face a tudo isto, Knapman veio desdramatizar a situação, dizendo que as citações foram retiradas do seu contexto pelos jornais ingleses mas desculpou o seu assistente ao dizer que o estatuto de suspeito do sistema judicial português significa ser "parcialmente culpado".

Coitado, tanto defeito numa só pessoa! É de extrema-direita, é burro que nem uma porta, ao ponto de não perceber o que significa ser "suspeito" e nem sequer sabe desculpar-se convenientemente. É que isso que está aí em cima, é uma parvoíce seja em que contexto for...

O incidente poderia ter ficado por aqui, por um parolo mandar umas bocas foleiras às nossas instituições policiais mas felizmente, para grande êxtase meu, não ficou! Estamos à beira de uma crise diplomática com os ingleses. Porquê? Porque os nossos eurodeputados não se ficaram.

E no meio disto, tenho um novo herói: Miguel Portas. Posso nem sempre estar de acordo com ele mas o homem esteve muito bem, hoje! Mas já lá vamos.

Edite Estrela, eurodeputada socialista apontou que as acusações vêm de "um partido que é contra a Europa e de um assessor que tem um passado duvidoso", aludindo ao afastamento do assessor de Knapman , devido a um escândalo de índole sexual, com uma jovem de 17 anos.

Já o social-democrata Carlos Coelho, lembrou que "A pessoa que vem falar em independência dos tribunais, fazendo acusações inqualificáveis, é a mesma que se recusa a aceitar a Carta de Direitos Fundamentais europeia".

Por fim, de volta a Portas. Temos uma relação de altos e baixos. Ainda que nem sempre concorde com o que diz, Portas, o Miguel, dá-me gosto de ouvir. Ao contrário do Louçã, que só me apetece espancar com um saco de laranjas.

Então o Miguel apelidou as acusações de "imbecis" e relembrou que a polícia inglesa não pode vir falar de amadorismos nem de incompetências , quando a Scotland Yard abateu a tiro um cidadão brasileiro porque achavam que ele era um terrorista, ah e tal, porque sim... TAU!!!

Miguel, curvo-me a teus pés! Que tiro certeiro! Mais rápido que a própria sombra, o primeiro político que poderia ser também um herói de banda desenhada. Lindo!

Mas esperem aí!  E se estivermos a perceber mal? Se for mais um exemplo do estranho humor britânico? Como o exemplo que se segue:

                           

Perceberam a piada? Pois, o problema é esse! Eu também não!

 

sinto-me:

publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 14:23
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Cry Baby - Quem não chora não ama

Um dia lá teria de ser! Venham os McCann ...

Quero deixar bem claro que esta questão toda me parece tudo menos límpida ! Nunca antes tinha mencionado este caso porque tenho cá para mim que tudo o que possamos dizer ou pensar, é demasiado especulativo para ter qualquer tipo de validade! Mas uma pessoa tem limites! Eles estão mesmo a pedi-las!

 

Vamos por partes:

 

1 - Aquela gente é um bocado parva! Quem é que no seu perfeito juízo deixa sozinhas umas quantas crianças (nem sequer sabemos bem quantas eram...) num quarto de hotel? Nem para ir comprar tabaco, quanto mais para jantar!

 

2 - Eles estavam de férias. Se doparam a miúda, consigo perceber porquê. Não concordo, mas consigo perceber. Agora, o que já não percebo é como é que se coloca a hipótese de sobredosagem acidental de um qualquer fármaco quando os dois pais são... médicos!

 

3 - Ao que parece há um gap de mais de uma hora entre o desaparecimento da criança e o alerta dado às autoridades. O que é que eles andaram a fazer?

 

4 - A postura do casal sempre foi estranha. Sempre me perguntei porque é que Kate olha tanto para o chão. Porque é que o marido tem sempre o mesmo tom monocórdico? Os ingleses têm fama de distantes mas estes dois devem bater recordes!

 

5 - Porque é que cá ficaram tanto tempo e algumas horas depois de serem constituídos arguidos se apressaram a regressar a casa?

 

6 - Finalmente, porque é que, face às duras críticas à PJ, ninguém veio defender o bom nome da instituição? A única coisa que ouvimos é que a PJ não precisa de ser defendida por ninguém. Já ouvi desculpas melhores. Será que há pressões políticas por trás de tudo isto? E se sim, porquê?

 

 

Ainda hoje, uma amiga me dizia que acreditava que naquele jantar, da noite do desaparecimento, estava alguma figura de destaque da sociedade/vida política inglesa. Talvez. Qualquer tomada de posição aqui seria, mais uma vez, especulação. E no entanto, é de especulação que têm vivido os jornais e televisões de todo o mundo, no que toca a este caso. Os McCann são, neste momento, o paradigma perfeito do mediatismo. Acarinhados pela multidão, elevados ao topo noticioso dos jornais mundiais, são hoje criticados, vaiados e olhados com desconfiança, após a revelação dos resultados dos famigerados testes de ADN. São o bestial tornado besta e puseram a nu uma das maiores fragilidades do jornalismo actual. Diz-se que os McCann conseguiram exposição durante tanto tempo porque lutaram para isso. Mas, na verdade, não foi bem isso que aconteceu, pois não? Se a história não arrefeceu de imediato, como tantas outras de contornos mais macabros, o mérito é todo da imprensa. E se a imprensa não deixou cair o caso, o mérito é todo do povo. Assistimos a uma subversão do privado que é cada vez mais uma comodidade dispensável. E é notório também o canibalismo público pelas emoções e tragédias alheias. No meio de toda a podridão que envolveu este caso, o casal apenas aproveitou a onda. Sempre bem assessorados , como é da praxe, mas esforço não houve muito. Mas será mesmo da praxe? Muitos torcem o nariz ao facto de os McCann terem assessores de imagem e saberem jogar com o interesse da multidão mundial que desde o dia 1, acompanha o caso.

Já agora, antes de continuar, clarifico: não sei se os senhores têm alguma coisa a ver com o desaparecimento da filha. Mas acho que são um bocado parvos. E se são parvos também podem ser culpados... 

Até agora estive muito neutra e ponderada, à espera da revelação de provas palpáveis, que indicassem o caminho mais provável. Mas ontem vi A ENTREVISTA!  

 

Numa altura em que a opinião pública está contra eles, Kate e Gerry decidem dar uma entrevista que é claramente, um número ensaiado, uma peça de teatro. Critica-se a mãe porque não chora e não vem fazer espectáculo para o meio da rua e após essas críticas, na primeira aparição, tem que se interromper a entrevista 3 vezes porque ela não pára de chorar? E como é que ela consegue chorar, acometida de grande emoção, sem mexer os músculos da cara? Estranho. Porque é que Gerry , depois de criticar tão duramente a PJ, directamente e através da voz de familiares, vem agora fazer a defesa da polícia portuguesa? E porque é que declara coisas como a seguinte?:

"Fui a última pessoa a vê-la. Olhei para ela e pensei em como era bonita e na sorte que tinha por ser pai daquelas três crianças."

Então, esperem ai! O gajo está a jantar, já que decidiram deixar os putos em casa, tem de se levantar da mesa para os ir espreitar e provavelmente até já bebeu uns copos de vinho. E quando olha para os miúdos tem este pensamento, com toques de despedida? Naaa !

Como já referi, não me pronuncio sobre a inocência ou não do casal. Mas uma coisa tem de se dizer: As declarações ao canal espanhol foram claramente ensaiadas e se, até agora os McCann tinham bons assessores , ontem alguém fez asneira da grossa!  

O que é que se passa com esta gente?

 

sinto-me: Desconfiada
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publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 21:32
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Sábado, 22 de Setembro de 2007

O QUÊ???

Oh pá, eu normalmente não comento este tipo de coisas mas há limites para tudo.

Sabem aquelas páginas dos jornais e das revistas, repletos de citações, retiradas de outros jornais e revistas? Eu costumo ler, encontram-se sempre enormes preciosidades.

Pelos vistos, a Elsa Raposo disse à TV Mais que já pediu a Deus que, quando engravidar, a alma de Madeleine McCann reencarne na sua bebé, pois há-de mimá-la muito e nunca a abandonará. (Respirem fundo!)

O que é que se pode dizer sobre isto? É que há tanta podridão capaz de se adequar a esta citação que eu nem consigo escolher por onde começar.

Mas finalmente percebi porque é que a Elsa é tão perseguida pela comunicação social. Eles estão sempre à espera de pérolas destas.

É que nem a questão do contexto pode explicar uma coisa destas. Parece que a Elsa veio alargar, em muito, o significado da palavra QUEIMADA! 

sinto-me: Incrédula

publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 19:48
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Ninguém percebe o Leonardo. A Mona Lisa nao estava a sorrir, estava com gases. É o primeiro registo de arte escatológica.

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