Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Mais sustos...

Aconteceu-me há uns dias atrás e ainda me arrepio toda de pensar nisso! Esta vossa amiga ia morrendo... De susto, principalmente, mas ainda assim!

Vinha eu da faculdade, tive de ir lá ver mais uma nota (caem a conta-gotas, vejam lá) e por volta do meio-dia já estava de volta.

Um calor abrasador na rua, o ar condicionado do carro a lançar-me o cabelo contra o tecto, quase ninguém na estrada.

Entro na última rotunda antes da minha rua e reparo que vinha um camião TIR a fazer a aproximação a essa mesma rotunda. A minha saída era ao lado da entrada que o homem ia utilizar. Passou-se tudo em segundos, como é costume nestas coisas. Eu saí da rotunda e reparei que o camião, que ainda não tinha entrado, vinha um pouco fora de mão, o que é normal pois necessita de fazer uma curva bastante apertada para entrar. Mas dava para eu passar sem ter sequer de me desviar. Agora, para entenderem completamente o que se passou, tenho ainda que referir que a estrada que dá o acesso à rotunda, e para onde eu saí, é um pouco inclinada, pelo que parece mesmo que os camiões, pelo seu tamanho, vão cair para cima de nós, na faixa do sentido contrário. Mas eu estava na boa, nada indicava que alguma coisa de anormal se podia passar.

É então que vejo uma enorme coisa a sair disparada da traseira do camião e a dirigir-se a mim, mesmo à altura da minha cabeça. Então não é que o anormaleco se esqueceu de fechar as (enormes) portas traseiras? A única reacção que consegui ter foi travar a fundo e atirar-me o mais possível para o lado do passeio. Ainda assim, vi aquela enorme porta a passar-me a pouco mais de 10 centímetros do vidro.

Bem, fiquei em choque, como é evidente. Ainda olhei para trás mas nem sequer tive presença de espírito de buzinar para avisar aquele maníaco, de camião completamente vazio, possivelmente acabadinho de descarregar. Fiquei uns bons 20 segundos parada no meio da estrada até que apareceu um carro atrás de mim e me buzinou.

E depois só conseguia pensar: Se não me tivesse desviado, por pouco que tenha sido, tinha levado com aquela porta em cheio na cara, devido à inclinação da estrada! Passei o dia chocada, como é evidente!

Portanto, senhores camionistas, boa viagem, conduzam com prudência, fazem intervalos regulares para descansar e pelo amor da santa, FECHEM AS PORTAS DE TRÁS!!!


publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 00:18
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Domingo, 23 de Março de 2008

Road Sign

Desde que comecei a conduzir em Lisboa, poucos meses depois de tirar a carta, que tenho aprendido umas coisas. Uma delas foi a capacidade de reconhecer qualquer tipo de sinal que me fazem e seu significado. É algo que me orgulha, não sei porquê. Sei o significado, dependendo do contexto, do sinal de luzes curto, longo, repetido, dos quatro piscas como sinónimo de agradecimento traseiro, dos mais diferentes levantares de mãozinha.

No entanto, ontem passou-me uma coisa ao lado. Parecia o Seinfeld com a história do nariz...

Então imaginem: avenida em frente ao centro comercial Vasco da Gama, à noite, azáfama de carros parados em segunda fila e eu, a tentar sair dessa posição, com uma carrinha que nos foi emprestada enquanto o C2 está a arranjar. Lá vi uma oportunidade de sair quando aparece um gajo a fazer a curva de lado, direito a mim. Pensei: "Parvo!" E depois pensei: "Bem, a faixa ao lado desta está vazia", e continuei a manobra. O gajo passa para a tal faixa vazia, apita e quase pára o carro para olhar para mim. Faço-lhe um daqueles rebolares de olhos que diz: "Pelo amor da Santa! Tinhas uma faixa só para ti vazia." Ele pára no semáforo poucos metros depois e eu paro atrás dele. Levanta-me a mão como quem diz: "Ya , sou um bocado tonhó!"

Ignoro, se o homem admite não o vou humilhar mais. Entretanto, eu entro dentro da rotunda, e para quem conhece a avenida do Vasco da Gama sabe que entrar na rotunda significa mesmo entrar na rotunda, pois elas são atravessadas a meio por duas faixas, e o senhor contorna. Quando passa mesmo à minha frente, abranda, sorri e acena. Mas não, não foi aquele gesto do "Desculpa lá mais uma vez a minha tonhice ", foi o aceno típico dos cenários fora de estrada o "adeus" em que a mãozinha anda de uma lado para o outro. 

Agora, tendo em conta que o rapaz estava acompanhado pela namorada (tinha aquela postura que diz:"Este gajo, que tem este belo carro, é meu"!) parto do principio que não fosse  flirt . Como tinha acabado de pedir desculpa também assumo que não  estivesse a gozar-me. Então o que raio foi aquilo? Será que inventaram algum sinal durante as férias e eu não fui posta a par? Nesse caso o que é que pode ser? "Como tivemos este pequeno desentendimento que foi sanado, agora somos "road buddies" e devemos cumprimentar-nos sempre que nos encontrarmos." Será?  

sinto-me: Demasiado doce...

publicado por A Mona Lisa tinha Gases às 20:06
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Ninguém percebe o Leonardo. A Mona Lisa nao estava a sorrir, estava com gases. É o primeiro registo de arte escatológica.

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